Amar e voar?
Vai tudo bem, primeiro as descobertas... depois a convivência, e a graça ta no fluir dos versos sem pressa.
Tem pessoas que não medem os atos e brincam com os sentimentos alheios com os corações perdidos.
Eu sou intensa. Isso não quer dizer que eu queira um relacionamento. As pessoas sempre confundem isso. Quero apenas ser lida e ler as entrelinhas do corpo de outrem;
Reciprocidade é uma “parada” rara, logo não devemos desperdiçá-la, confundir com uma possível jaula e acabar fugindo... Devemos aproveitar a danada, sentir, sonhar, se perder, e se encontrar dentro dessa loucura, e aproveitar a palha até terminar de queimar.
Amando, por ai, vamos nos perdendo, nos e nós, nus. Não se nega amor, se sente... e só sente. Liga e foda-se. Agora se atenta, se ver que virou apego e perdeu o encanto, a magia... não faz sentido persistir (para mim). E não se deve fechar as portas sem ter a certeza que nada melhor pode passar por ela... então vive o sentimento, mas sem se afobar, sem perder a noção. Se você não está em busca de um convencional “namorido”, só quer a paz do amor, sentir as borboletas na barriga em ritmo de carnaval, sem amarras, com o poder do voo das asas e ainda assim preferindo aterrissar no dito peito.
Não quero brincar com corações, quero senti-los, inteiros, intensos.
Quero sorrir por mim mesma, me amar, e nos tropeços, transbordar esse amor com outros eus, no acaso, no destino, na poesia, na melodia.
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