Tributo à Raiz de Mandacaru

Esse aqui carrego no peito, minha marca na terra, onde me orgulho de ter fincado minhas raízes e ser quem sou. Aqui mostro um pouco do meu berço, do meu nordeste longe do litoral.
Antes do lero, preciso de poesia, um poeminha ao nordeste, e à Feira de Santana:

Tributo à Raiz de Mandacaru

Eu sou de cá
Do agreste da Bahia
Onde o sol nasce amarelo
Se põe vermelho
Cor de terra e alegria

Sou de cá do sertão
Onde a seca é mais forte que lampião
E o suor do trabalhador
é que paga teu pão

Pião de vaquejada
Rodeio a todo lado
O gado corre solto
Com medo da falta d'água

Sou de cá do nordeste
Onde a asa branca de gonzaga
Corre solta pelos ares
Assim como toda musicalidade
De tristezas e euforias
Desse povo do coração

De romaria em romaria
Pedimos água, comida, paz e harmonia
Rezo de janeiro a janeiro
E festejo no meu são joão
Pedindo a tudo que é santo
Misericórdia e perdão

Sou de cá do meu povo
Onde me orgulho de nascer e viver
Nesse chão
Nessa terra
No interior do meu coração

Cá de Feira de Santana
Onde começou com religião
Venho dizer minha senhoria
Que o bando anuncia sua afeição
Grito oxente pra minha gente
Oxe, num se avexe não


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